Uma, pra vcs reeditada

18 de novembro de 2010

anotheroutro poema pra bia

 

Fizeram nomes de mim

Eu, de nada sabia
Tão enterrado, tão putrefato
Todos os nomes se espalharam
Fizeram e refizeram as coisas
Que fiz e não fiz
Um, era baralho
Outro, político social = policial
Cada um uma coisa diferente
Eus fora de mim, mas meus
 
Até que um resolveu ser deus
Enfrentou meus ateus tão sátiros
Se fudeu, se ferrou, mas não largou
Deste delírio oniprotuberante
Barbudo, de branco, envolto por pombos
E seu livrinho na mão  -tão único para ser enriquecedor…
De todos o mais louco de meus eus que não fui
Ali estava, diante do que restava de vida
Mas estavam todos mortos 

Descoberta tardia

10 de novembro de 2010

No alto de meus 51, descubro que algumas pessoas que conheci, simplesmente desprezaram, passaram por cima, atropelaram a relação e suicidaram-se dentro de mim. Tsk, tsk…

Blá, blá, blá (de sempre)

7 de outubro de 2010

O papel fundamental da educação é o de garantir que a sociedade viva/se desenvolva com base na efetivação do conceito de  Acordo. Este, ao ser rompido por más ações, deve ser amparado por legislação específica que, por vias legais, determinará culpados e subsequentes punições sancionadas pelas instituições consagradas. Punições devem ser eventos pontuais nas relações de qualquer espécie. Uma sociedade que subverte este processo tornando sistemático o que deveria ser pontual, revela-se doente. Ao colocar as coisas desta forma estou, na verdade, querendo dizer que é dever de cada um zelar pela palavra empenhada, tanto escrita quanto falada, independentemente das sanções em vigor. Isto nos remete ao compromisso que todos deveríamos ter para com o próprio nome. Zelar pelo próprio nome, em nome da própria honra, do orgulho de se saber que olhar algum recairá sobre nossa pessoa com desrespeito e desconsideração, crítica ou desprezo; de se saber que nossos contemporâneos e descendentes compartilharão desse mesmo orgulho, independentemente das vicissitudes de caráter ecônomico e relacional.

O efeito de tal realização no tecido social é substituir a política do temor (qualquer temor: o de ser roubado, o temor religioso, etc) pela política da responsabilidade social.

Em tempo: num mundo tecnificado, tem-se, com frequencia, confundido formação profissional com educação formal.

???

7 de outubro de 2010

O papel fundamental da educação, creio, é o de efetivar nas relações o conceito de Acordo. A Filosofia nos diz que a linguagem surgiu da necessidade de se estabelecer acordos. 

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(Por que dá branco nos momentos mais impróprios?)

Revisão do último post

22 de setembro de 2010

Eu já escrevi aqui sobre a leitura da obra de H. G. Wells (Herbert Georges Wells), a História Universal. Estou lendo-a há uns dois anos. Ele conta toda história da saga humana para chegar aonde estou chegando dentro da obra. Explico citando  -as observações em itálico são minhas:
 
"Acompanhamos, ao longo da História, a restrição gradual da idéia (primitivíssima) de propriedade (o cão com seu osso, o cavalo e suas fêmeas, assim como o leão e outras espécies, etc…) desde a primeira pretensão ilimitada do homem "forte" (o old-man, homem-velho, das tribos primitivíssimas que agia como o cão, o cavalo, o leão, etc…) a tudo possuir até a gradual compreensão da fraternidade humana como algo que transcende ao próprio homem e à exclusiva busca de satisfação pessoal. Consideremos que a humanidade foi desde sempre submetida ao jugo das sociedades mais amplas (menos libertas) do que as sociedades tribais (mais libertas), pelo medo ao monarca ou à divindade. Somente nos últimos quatro mil anos é que se verifica ser o abandono voluntário de si próprio a algum fim maior, sem paga ou recompensa, uma idéia aceitável para os homens". O autor continua e cita Buda, Lao Tsé, cujos ensinamentos se manifestarão com mais intensidade através de Jesus de Nazaré nessas sociedades mais amplas. Considera também que, sob o cristianismo ou o Islã, nenhum adepto poderá se considerar um escravo por inteiro, e que há nessas religiões algo que compele os indivíduos a criticarem seus senhores e que os esclarece sobre seus verdadeiros papéis dentro de seu meio social. Isso é antigo, é sábio e tenta colocar o indivíduo num plano mais nobre. É interessante o quanto o autor, durante os livros que compõem a obra, conclama o espírito de fraternidade e à idéia de serviço como bens sociais que deveriam ser norteados não só pela classe patronal mas também por toda classe dirigente.
 
O momento da obra é o século dezenove. O século das luzes. (continua. Um dia.)
Eu já escrevi aqui sobre a leitura da obra de H. G. Wells (Herbert Georges Wells), a História Universal. Estou lendo-a há uns dois anos. Ele conta toda história da saga humana para chegar aonde estou chegando dentro da obra. Explico citando:
 
"Acompanhamos, ao longo da História, a restrição gradual da idéia (primitivíssima) de propriedade (o cão com seu osso, o cavalo e suas fêmeas, assim como o leão e outras espécies, etc…) desde a primeira pretensão ilimitada do homem "forte" (o old-man, homem-velho, das tribos primitivíssimas que agia como o cão, o cavalo, o leão, etc…) a tudo possuir até a gradual compreensão da fraternidade humana como algo que transcende ao próprio homem e à exclusiva busca de satisfação pessoal. Consideremos que a humanidade foi desde sempre submetida ao jugo das sociedades mais amplas (menos libertas) do que as sociedades tribais (mais libertas), pelo medo ao monarca ou à divindade. Somente nos últimos quatro mil anos é que se verifica ser o abandono voluntário de si próprio a algum fim maior, sem paga ou recompensa, uma idéia aceitável para os homens". O autor continua e cita Buda, Lao Tsé, cujos ensinamentos se manifestarão com mais intensidade através de Jesus de Nazaré nessas sociedades mais amplas. Considera também que, sob o cristianismo ou o Islã, nenhum adepto poderá se considerar um escravo por inteiro, e que há nessas religiões algo que compele os indivíduos a criticarem seus senhores e que os esclarece sobre seus verdadeiros papéis dentro de seu meio social. Isso é antigo, é sábio e tenta colocar o indivíduo num plano mais nobre. É interessante o quanto o autor, durante os livros que compõem a obra, conclama o espírito de fraternidade e à idéia de serviço como bens sociais que deveriam ser norteados não só pela classe patronal mas também por toda classe dirigente.
 
O momento da obra é o século dezenove. O século das luzes.

Tirando a ferrugem

3 de agosto de 2010

Eu digo e ninguém me acredita. Eu não sabia. Agora eu sei. Sei da função de Deus e tudo o que se criou ao seu redor para se viver em um mundo menos… menos isso aí o que temos. Por isto quando alguém diz não acreditar em Deus, na verdade está pondo em risco uma das poucas coisas que funcionam para refrear o animal que habita em nossa estrutura cerebral. Você sabe, né?, temos um sistema reptiliano (este é o verdadeiro animal, o réptil que dividimos com todos os demais animais vivos do reino), temos um sistema límbico (responsável pelo emocional do reino, só mamíferos possuem) e temos com exclusividade o córtex cerebral (responsável  pela inteligência do reino… animal). O ser-humano é um bichinho. Um bichinho artificial. Mas o ser-humano autêntico, assumido é muito bom! É simples: havia só o animal, agindo e pensando como animal. Daí, o Old-man da tribo cercou o espaço, disse ”é meu” ao olhar para as terras, para as fêmeas e para os utensílios domésticos e armas; reprimiu, reprimiu e reprimiu. Bem, esta repressão taí até hoje. Continuamos animais, pensando como animais, agindo como animais, porém, menos; menos animais, pois já nos tornamos animais artificiais. Demos plasticidade à vida. Batons vermelhos para as mulheres, carrões velozes e confortáveis para os homens atraírem as mulheres de lábios pintados. He, he… Era pulsão sexual, segundo Freud e suas agudas observações; hoje é sublimação  -que é a mesma coisa, só que desviada para o trabalho e progresso da… de meia-dúzia   -que reprimem em nome do sistema que os beneficiou (atenção: isto é um pequeno ranso de meu período de esquerda). Mas a repressão taí. Senão não haveria todo essa movimento… 
 
O ser-humano é um ser, por excelência, bom. O ser-humano que precisa de um Deus para ser melhor é um ser-humano em formação. Um ser-humano autêntico acredita não num Deus, mas no processo de educação  -que é o que diferencia os seres-humanos e os torna melhores. Mas esse artifício de ser como se tornou gerou essa capacidade de escolher, de separar o joio do trigo, tudo para atender aos interesses sócio-econômicos. (Escolher, separar, etc, implica em dizer sim para alguma coisa e negar outra. Negar é reprimir.) Porque atendendo aos interesses sócio-economicos, algo dentro de si lhe diz ser esta a garantia de sua sobrevivência e viver mais-ou-menos dentro do que ele conhece por e de Realidade. Essa repressão gerou a civilização, que gerou a idéia de evolução. O problema é que já foi identificado no seio da civilização mundial um germe regressivo. Ou seja: essa idéia de evolução é falsa, de aparência; de batons e carrões. Melhor: de putas e ladrões. Ninguém é confiável (nunca foram, ok, mas do jeito que está…). O germe que nos faz regredir é verdadeiro, existe. E eu, que acho difícil crer num Deus e confio no processo educacional (até porque religião é um tipo (antigo) de educação), como fico, seus mal-educados???!!!

Frase do Dias

9 de outubro de 2009

Cada um tomando dentro do seu e ninguém se contamina.

Em roma, como os romenos

3 de setembro de 2009

Cansei da modernidade. Fui atrás da matriz disso a que chamamos modernidade. Roma. Tudo mais-ou-menos igual  -piorado, é claro, porque afinal eles eram antigos e não sabiam. Não é indo às origens que vamos quando queremos tratar de um problema? O mal não é o mal da civilização? Não foram eles, romanos, que primeiro fizeram e criaram a escola? Então… Tá lá, tudo contado. Vão ler pra vcs ver o que é bom pra tosse. Tão reclamando, é? Vcs vão ver quando a Natureza reclamar o que a Modernidade (vocês!) fez com ela. Cínicos!

O que ninguém sabe

10 de julho de 2009

  • A humanidade ao longo de sua história traçou dois caminhos apenas, gerando dois tipos de comunidade: a da fé e da obediência, gerada no seio da escola semítica (com seu monoteísmo judaico, cristão e, por fim, islâmico [nessa ordem mesmo, porque um foi 'parindo' o outro] e promessas de vida eterna), e a de potência e vontade (gerada pela escola de Atenas com seu politeísmo e nenhuma promessa de vida eterna). Atenas foi transgressora, não teve medo de questionar -e, questionando, foi descobrindo. Gerou a Filosofia que é a mãe de todas as ciências. As ciências nos deram o conforto material, e graças a bomba atômica, acabou de vez com o grande ciclo de invasões humanas -ou seja, nos deu uma paz que jamais a humanidade e as religiões conheceram por tão longo tempo (humpf!, míseros cinquenta anos pra quem não parava de se matar por qualquer coisa que valesse um pouco mais de poder e terras).
  • Por que o monotísmo suplantou o politeísmo? Porque o politeísmo é como uma rua cheia de lojinhas gregas; o monoteísmo é como um grande shopping-center cheio de judeus, árabes e sabe lá que outras denominações para o que vem daquele pedaço árido de território do mundo. Antes vc tinha de bater em diversas portas para solicitar uma coisa para cada deus; com um deus único (que lhe garante a vida eterna em boa companhia  -se vc acreditar nele), vc bate em apenas uma porta e faz qualquer pedido. Que sacada! Por isto é que deu certo!
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